A escolha do nome da empresa é um processo muito especial. O empresário pensa nos mínimos detalhes, contrata uma agência de branding para pensar a sonoridade, o impacto junto ao público. Alguns já partem direto para o desenvolvimento da logo. Mas muitos esquecem de garantir a propriedade intelectual do nome, um equívoco que pode trazer consequências.

Quem sai nomeando empreendimentos sem se preocupar com o registro pode ser surpreendido com a descoberta de que aquele nome já estava sendo utilizado no mercado e sofrer um processo por uso indevido da marca. Mesmo que não venha o processo, pode ser ruim para os negócios compartilhar o mesmo nome que uma outra empresa, com a qual o empresário não tem relação e nem tem como controlar a conduta.

Aqui, nós compartilhamos alguns erros comuns cometidos por empresários na hora de escolher o nome da empresa. Assim, você pode evitá-los. O texto é só um aperitivo para o vídeo com o Luís André Domingos, fundador da Pensarte, onde ele elenca a lista completa de erros e ensina você a fugir de problemas.

Confira uma prévia da nossa lista e evite os erros na hora de escolher o nome da empresa

Não pesquisar antes o nome da empresa

Muitos empresários escolhem uma marca porque acham legal, curtem a sonoridade, gostam da forma como é escrita e logo começam a investir em desdobramentos. São criados sites, identidade visual, propagandas, mas durante todo esse processo ninguém atenta para a questão da propriedade intelectual.

Os anos passam, toda uma reputação e relacionamento com clientes é construída, até que esse mesmo empresário é notificado por uma outra empresa, que comprova ser dona da marca e exige que ele interrompa o uso indevido. Nessas situações, há o risco muito grande do empreendimento perder parte da reputação construída ao longo dos anos, com a necessidade de trocar de nome e recomeçar.

Por isso é fundamental que seja realizada a pesquisa junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) para saber a situação do nome que você deseja utilizar na sua marca, de preferência, antes mesmo de começar qualquer investimento.

Escolher um nome muito comum

Segundo a legislação que orienta o registro de marcas no Brasil, ninguém pode ser proprietário único de palavras de uso comum, termos qualitativos e descritivos tais como: gostoso, excelente, feliz, entre muitos outros.

Mesmo nesses casos, é possível conseguir o registro da marca junto ao INPI a partir da utilização de uma identidade visual que seja bem diferenciadora. O problema é que, como não é possível ser o único proprietário desses nomes, outras empresas que atuam na sua mesma atividade podem compartilhar do mesmo nome e gerar confusão junto ao público consumidor.

Por exemplo, é perfeitamente possível e legal que o biscoito fabricado por uma empresa tenha o nome de gostoso, enquanto o café de uma outra empresa também tenha esse mesmo nome. O empresário precisa avaliar se vale a pena correr o risco de vincular sua imagem ao de outra empresa.

 

Subestimar quem usa a marca mas não registrou

É comum que o empresário veja uma empresa que já está usando uma marca, goste da ideia, faça a pesquisa a descubra que ela não realizou registro junto ao INPI. Será que ele pode fazer o registro e tomar a marca do concorrente?

Muito cuidado com essa ideia. A regra, de fato, é que o dono da marca será aquele que realizar o registro primeiro. No entanto, cabe uma exceção se uma empresa comprovar que já usa a marca há mais tempo do que aquela que realizou o registro.

Gostou das nossas dicas? Você encontra a lista completa no vídeo, com os 7 erros na hora de escolher o nome da empresa. Confira nosso vídeo completo clicando aqui

Em caso de dúvidas sobre o processo de escolha do nome para sua empresa, entre em contato conosco.