7 erros mais comuns ao se criar nome de empresa

A criação do nome da empresa é um momento muito importante para os empresários que desejam abrir uma empresa no Brasil. Devido ao volume de itens que devem ser considerados nesse processo, ele conta com uma ajuda importantíssima: a agência de branding. O trabalho realizado pelos designers é essencial para o sucesso de uma marca, já que são eles que avaliam a sonoridade e o impacto da marca junto ao público, por exemplo.

Entre tantas decisões a serem feitas, muitos empresários acabam esquecendo de um procedimento vital para a segurança jurídica do nome da empresa: o registro. Não garantir a Propriedade Intelectual do nome é um equívoco que pode trazer consequências desastrosas no futuro!

Como assim?

Quem sai nomeando empreendimentos sem se preocupar com o registro, pode ser surpreendido mais adiante com a descoberta de que aquele nome já estava sendo utilizado no mercado.

Nesse tipo de situação, o empresário pode vir a sofrer um processo por uso indevido da marca. Até mesmo quando não há um processo judicial pela disputa do nome, essa situação pode ser muito ruim para os negócios, já que duas empresas que não se conhecem e que não tem qualquer envolvimento compartilharão o mesmo nome, o que impossibilita que um controle a conduta do outro.

É aí que a agência de branding pode fazer toda a diferença no seu trabalho! Esses profissionais especializados na criação de marcas tem um papel muito importante com relação à orientação do seu cliente sobre o devido registro da marca. Quando a agência demonstra propriedade no tema e auxilia o cliente com essas questões que, por vezes, podem ser confusas, ela se destaca em meio à concorrência e cria autoridade no mercado.

Pensando nisso, resolvemos escrever esse post, no qual vamos compartilhar alguns dos erros mais comuns cometidos por empresários na hora de criar o nome de empresa, para que você possa evitá-los. Esses erros foram extraídos dos ensinamentos compartilhados em um vídeo produzido pelo Luís André Domingos, fundador da Pensarte.

 

7 erros mais comuns na hora de criar nome de empresa e como evita-los!

Erro #1: Falta de conhecimento sobre Propriedade Intelectual

O primeiro erro na hora de criar o nome da empresa é não buscar informações sobre Propriedade Intelectual e sobre o registro de marcas.

É muito comum que as pessoas desconheçam esse tema, que não saibam que há uma legislação que regula essa matéria, e por esse motivo acabam deixando de seguir todos os procedimentos e critérios para o devido registro.

Quando o assunto é Propriedade Intelectual, até mesmo os profissionais especializados na criação de marcas, como designers de marca e profissionais da área de Publicidade e Propaganda, têm dificuldade para compreender os detalhes de registro de marca.

Dessa forma, busque estudar sobre o assunto e, se tiver dificuldades, contrate um especialista em Marcas e Patentes de confiança para lhe dar todo o apoio. Mostre ao seu cliente que você é um especialista em marcas, e não apenas em design!

Erro #2: Não pesquisar antes o nome da empresa

Muitos empresários escolhem uma marca porque a acham interessante, curtem a sonoridade, gostam da forma como é escrita, e logo começam a investir nos desdobramentos. São criados sites, identidade visual, propagandas, mas, durante todo esse processo, quase ninguém se atenta para a questão da Propriedade Intelectual.

Os anos passam, toda uma reputação e relacionamento com clientes é construída, até que esse mesmo empresário é notificado por uma outra empresa, que comprova ser a dona daquela marca e exige que ele interrompa o uso indevido. Nessas situações, há um risco muito grande do empreendimento perder parte da reputação construída ao longo dos anos, com a necessidade de trocar de nome e recomeçar.

Por isso é fundamental que seja realizada a pesquisa junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), para saber a situação do nome que o empresário deseja utilizar na marca e, de preferência, antes mesmo de começar qualquer investimento.

Erro #3: Investir na divulgação da marca antes de analisar

Outro erro comum envolve os empresários que só pesquisam a marca, ou que só buscam sua regularização, depois de fazer investimentos altíssimos com divulgação.

A título exemplificativo, o empresário escolhe a marca, cria o logo, e já parte para o desenvolvimento de comunicação digital, impressão de material de escritório com essa marca, faz a confecção de uniformes… Isso tudo sem o devido registro!

E o que acontece em diversas situações? Aquela marca já tem dono e os investimentos são perdidos. Dessa forma, reforçamos: faça a pesquisa e o registro antes de investir na marca.

Erro #4: Escolher um nome muito comum

Segundo a legislação que orienta o registro de marcas no Brasil, ninguém pode ser proprietário único de palavras de uso comum, termos qualitativos e descritivos, tais como: gostoso, excelente, feliz, entre muitos outros.

Mesmo nesses casos, é possível conseguir o registro da marca junto ao INPI a partir da utilização de uma identidade visual que seja bem diferenciada. O problema é que, como não é possível ser o único proprietário desses nomes, outras empresas que atuam na mesma atividade podem compartilhar do mesmo nome, o que pode gerar uma grande confusão ao público consumidor.

Por exemplo: é perfeitamente possível e legal que um biscoito fabricado por uma empresa tenha o nome de “Gostoso”, enquanto que o café de uma outra empresa também tenha esse nome. Nesse caso, o empresário precisa avaliar se vale a pena correr o risco de vincular sua imagem ao de outra empresa, se esse nome realmente vale a pena.

Erro #5: Subestimar quem usa a marca, mas não registrou

É comum que o empresário veja uma empresa que já está usando uma determinada marca, goste da ideia, faça a pesquisa a descubra que ela não realizou o registro junto ao INPI. Será que ele pode fazer o registro e tomar a marca do concorrente?

Muito cuidado com essa ideia. De regra, o dono da marca será aquele que realiza o registro primeiro. No entanto, é uma regra que possui exceção: se a empresa “X” comprovar que já usa a marca há mais tempo do que a “Y”, que realizou o registro, a “X” poderá se tornar a dona legal da marca!

Erro #6: Se preocupar com marcas iguais em outros segmentos

A legislação permite que seja utilizado o mesmo nome de empresa, desde que os negócios envolvam segmentos diferentes.

Para que você entenda melhor isso, vamos ver um exemplo. Digamos que exista uma loja de roupas femininas com o nome de “XXX”, sendo que também há uma construtora que leva esse mesmo nome.

Nesse caso, o nome idêntico não representa um problema. Afinal de contas, isso não vai gerar uma confusão entre a construtora e a loja de roupa!

Mas atenção: há exceções, como a vedação do uso de uma marca de alto renome. Um empresário não pode, por exemplo, dar o nome à sua empresa de “Coca-Cola Construções”.

Erro #7: Tentar encontrar uma marca perfeita

Encontrar uma marca bacana é uma tarefa árdua, que requer dedicação e muita pesquisa, tanto no âmbito do marketing, quanto no âmbito jurídico.

Entretanto, tenha em mente: encontrar uma marca totalmente livre, sem qualquer risco, é algo extremamente difícil. Com base nas experiências que temos, é possível afirmar que em cerca de 80% dos casos há algum tipo de risco.

Na maioria desses casos, trata-se de um risco baixo que não impede o registro. Portanto, esse procedimento, assim como quase tudo na vida empresarial, possui riscos.

 

Gostou das nossas dicas? Você encontra uma lista ainda mais completa no vídeo, no qual o fundador da Pensarte comenta os 7 erros mais comuns na hora criar nome de empresa. Confira o vídeo completo:

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